• cinco duplas Fê Berti/Taiana e Maria Clara/Carol avançam, e grupos são definidos na Suíça

    Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 07.07.2015 O Brasil começou com importantes vitórias a sua participação no torneio feminino do Major Series de Gstaad, na Suíça. Fernanda Berti/Taiana (RJ/CE) e Maria Clara/Carol (RJ) venceram seus jogos pelo qualificatório nesta terça-feira (07.07) e avançaram à fase de grupos da competição. Elas se juntam a Ágatha/Bárbara Seixas (PR/RJ), Juliana/Maria Elisa (CE/PE) e Larissa/Talita (PA/AL), que já estavam asseguradas pela posição no ranking de entradas. Também nesta terça-feira foram sorteados os grupos do torneio feminino. As partidas começam nesta quarta-feira, na cidade que fica aos pés dos Alpes Suíços. Maria Clara e Carolina (RJ), que venceram as russas Anastasia Barsuk e Daria Rudykh por 2 sets a 0 (21/17, 21/14), em 36 minutos, estão no grupo A, ao lado das também brasileiras Larissa/Talita, dos chinesas Yuanyuan Ma e Xinyi Xia, e das norte-americanas Lauren Fendrick/Brooke Sweat. Fernanda Berti e Taiana, vice-campeãs mundiais no último sábado, na Holanda, enfrentaram no qualificatório as norte-americanas Amanda Dowdy e Heather McGuire, vencendo por 2 sets a 0 (21/13, 21/12), em 32 minutos. Elas estão no grupo D, junto das alemãs Katrin Holtwick e Ilka Semmler - adversárias na semifinal do Mundial -, das austríacas Barbara Hansel e Stefanie Schwaiger, e das russas Ekaterina Birlova/Evgeniya Ukolova. Após a vitória, Fernanda falou ao site da FIVB e comemorou a classificação após os bons resultados no Mundial. "Observando de uma maneira positiva, é bom jogar o qualificatório para poder praticar um pouco nas quadras, conhecer o local. Mas pode ser oneroso se você acaba derrotado e é eliminado. O outro problema é que você tem que chegar um dia antes que os times já garantidos na fase de grupos. Se nós temos uma final no domingo em algum lugar e temos que estar no dia seguinte em outro torneio para o country quota ou qualificatório, é um pouco mais estressante", destacou a paulista radicada no Rio de Janeiro. As campeãs mundiais Ágatha e Bárbara Seixas estão no grupo B e enfrentam na primeira fase as alemãs Victoria Bieneck e Julia Grossner, as canadenses Jamie Broder/Kristina Valjas e as chinesas Fan Wang e Yuan Yue. Juliana e Maria Elisa (CE/PE), bronze no Mundial, encaram pelo grupo C Sayaka Mizoe e Takemi Nishibori, do Japão, Chantal Laboureur e Julia Sude, da Alemanha, e Louise Bawden/Taliqua Clancy, da Austrália. Gstaad, nos Alpes Suíços, é uma das cidades mais tradicionais a receber o Circuito Mundial e é apontada como um dos torneios favoritos dos atletas. A primeira etapa disputada por lá aconteceu em 2000. Desde então, sempre foi incluída no calendário. Em 2007, inclusive, foi sede do Campeonato Mundial. E o país com mais conquistas na Suíça é o Brasil, com 18 medalhas no feminino, sendo sete de ouro, e outras 18 no masculino, com seis títulos. Os times vencedores da etapa de Gstaad nos dois gêneros somam 800 pontos no ranking do Circuito Mundial e garantem um prêmio de 57 mil dólares. Ao todo, 400 mil dólares são distribuídos aos atletas em cada um dois gêneros. Logo após a etapa suíça, ocorre o Grand Slam de Yokohama, no Japão, de 21 a 26 de julho. O Banco do Brasil é patrocinador oficial do voleibol brasileiro VEJA TODOS OS RESULTADOS DO DIA VEJA A GALERIA DE FOTOS   Read More
    Circuito Mundial
  • Valeu, Fortaleza : Empurrado pela torcida cearense, Brasil vence a Argentina

    E deu Brasil na segunda partida dos três  amistosos contra a Argentina realizados no Nordeste . Nesta segunda-feira (06.07) a seleção verde e amarela contou com o apoio de  8.304 torcedores do ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza (CE), para vencer os rivais Sul-Americanos por 3 sets a 1 (25/22. 25/14, 17/25 e 25/18).  Agora a série ficou empatada em 1 a 1, já que os argentinos levaram a melhor em Natal (RN), no último sábado (04.07), por 3 a 2. O destaque do jogo, que é parte da preparação da equipe que representará o Brasil nos Jogos Pan-Americanos em Toronto no Canadá, foi o central Otávio, maior pontuador, que marcou 18 vezes. “A Argentina é um adversário difícil sempre. Um time jogueiro, tem muito volume. É difícil rodar a bola, precisamos sempre de paciência. Foi um ótimo teste para nós que iremos disputar o Pan nos próximos dias. Eles são um time que faz o outro jogar e pensar para conseguir rodar a bola”, contou o atleta. Natural de Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, o ponteiro Bruno Canuto fez a alegria dos torcedores que empunhavam até cartazes para o atleta local. Para Bruno a emoção de jogar no Estado natal com a seleção foi algo inexplicável. “Faz muito tempo que estou fora de casa, foi a realização de um sonho. Aliás, foram dois, um de jogar no meu estado e outro de entrar em quadra com a camisa da seleção. Fiquei sabendo que vinham dois ônibus da minha cidade apoiar a mim e à equipe, foi muito gratificante”, comentou o ponteiro. O treinador brasileiro Maurício Motta Paes avaliou a atuação desta segunda-feira como mais equilibrada. Maurício elogiou também a atuação do saque e do bloqueio do Brasil que evoluíram desde o jogo em Natal. “Jogamos hoje com a cabeça um pouco mais no lugar. Tivemos uma certa afobação no início do primeiro set, mas consertamos. É muito bom jogar tendo este público apoiando o tempo todo. Gostei da atuação no passe. Nosso bloqueio foi bem melhor hoje, muito em razão de nosso saque que também foi muito bem”,  completou o treinador. No próximo sábado (11.07) acontece o último confronto entre os dois times em João Pessoa (PB), às 12h30. No Pan-Americano o Brasil está no grupo A com Colômbia, Cuba e Argentina. A estreia da equipe verde e amarela será contra os colombianos no dia 17 de julho. O jogo A Argentina saiu na frente convertendo a primeira virada de bola e seguiu administrando o placar e aproveitando a falta de convicção brasileira no ataque. Com o erro de passe do time da casa, os argentinos abriram três pontos, 5/8. A vantagem dos visitantes diminuiu depois da parada pedida pelo técnico Maurício Motta diminuiu, até que, em um ataque para fora de Martina o placar ficou igual em 12/12. A partir daí as ações se equilibraram e o Brasil conseguiu a virada e fechou em 25/22. No segundo set a torcida se animou com a virada na parcial anterior e deu o suporte para o time da casa seguir na frente desde o começo. Com o bloqueio de Douglas Souza o Brasil fez 12/10. Os brasileiros acertaram a marcação do bloqueio, o que ajudou na melhora do volume defensivo e possibilitou os contra-ataques. No ponto de saque de Otávio a diferença chegou a seis pontos (19/13). Os adversários se perderam em quadra e a vantagem cresceu. Com um bloqueio de Maurício Souza o Brasil encerrou em 25/14. O time argentino veio para a terceira parcial mais arrumado, e com o passe na mão do levantador Gonzalez que distribuiu com tranquilidade e os visitantes abriram 2/6. Maurício Motta trocou os levantadores e Thiaguinho foi para a quadra, mas o passe brasileiro não chegava e alguns erros bobos de ataque continuavam acontecendo e o treinador brasileiro parou jogo em 13/18. Na sequência os portenhos continuaram impondo o ritmo do jogo e fecharam em 17/25. Empolgados com a vitória no set anterior os argentinos arriscaram mais no saque e aproveitaram os contra-ataques. Com uma paralela do oposto Martina pela saída o time visitante abriu 1/5. Depois do tempo técnico os donos da casa reagiram e trouxeram a torcida junto. No erro de ataque de Zanotti o placar ficou igual em 8/8. O placar ficou equilibrado até que o central Otávio foi para o saque e dificultou o passe da Argentina. Com dois contra-ataques de Maurício Borges o time brasileiro virou e abriu dois, 14/12. Empurrados pela torcida o Brasil aumentou a diferença e BRASIL: Renan Buiatti, Murilo Radke, Maurício Borges, Doulgas Souza, Otávio e Maurício Souza. Líbero – Tiago Brendle. Entraram: Rafael Araújo, Thiaguinho, Kadu, Bruno Canuto. Técnico: Maurício Motta Paes. ARGENTINA: Martina, Gonzalez, Palacios, Zanotti, Franetovich e Guzmán. Líbero - Lopez Entraram: Quiroga, Koukartsev, Chirivino, Scarpin Técnico: Martin Lopez. AMISTOSOS BRASIL X ARGENTINA 04.07 (SÁBADO) BRASIL x Argentina (21/25, 26/24, 25/18, 23/25 e 15/13) LOCAL/HORÁRIO: Ginásio Nélio Dias, em Natal (RN), às 19h15 TRANSMISSÃO: SporTV 06.07 (SEGUNDA-FEIRA) BRASIL x Argentina (25/22, 25/14, 17/25 e 25/18) LOCAL/HORÁRIO: Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza (CE), às 18h30 TRANSMISSÃO: SporTV 11.07 (SÁBADO) BRASIL x Argentina LOCAL/HORÁRIO: Ginasio “O Ronaldão”, em João Pessoa (PB), às 12h30 TRANSMISSÃO: SporTV Read More
    Seleções
  • Major Series Após fazer história na Holanda, brasileiros voltam à corrida olímpica na Suíça

    Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 06.07.2015 As medalhas e recordes das duplas brasileiras no Campeonato Mundial da Holanda ainda estão na memória dos torcedores, mas os atletas já partiram para o próximo desafio. Após uma pausa na corrida olímpica, o Major Series de Gstaad, na Suíça, acontece de terça-feira (07.07) a domingo (12.07), com a presença de nove duplas brasileiras, contando pontos aos times para a vaga aos Jogos de 2016. A disputa ocorre às margens dos alpes suíços. Como o Campeonato Mundial possui pontuação diferente das demais etapas e limita o número de duplas brasileiras na disputa a quatro em cada naipe, o torneio não contou pontos para a corrida olímpica brasileira. Agora, em Gstaad, a etapa voltará a valer. A corrida olímpica brasileira será definida da seguinte forma: uma dupla masculina e uma dupla feminina conquistarão a classificação para a Olimpíada de 2016 pela pontuação obtida nos nove principais eventos do Circuito Mundial 2015 (cinco Grand Slams, três Major Series e Open do Rio de Janeiro). As outras duas vagas serão de indicação da CBV. Os times poderão descartar os dois piores resultados ao longo da temporada. Após a etapa Suíça, ainda contarão pontos os Grand Slams do Japão, EUA, Polônia e a etapa carioca. O país será representado no torneio feminino por Ágatha e Bárbara Seixas (PR/RJ), campeãs mundiais no último sábado, Juliana/Maria Elisa (CE/PE), bronze no torneio holandês, e Larissa/Talita (PA/AL). Esses três times entram direto na fase de grupos, a partir de quarta-feira (08.07). Fernanda Berti e Taiana (RJ/CE), vice-campeãs no Mundial, e Maria Clara/Carol (RJ) estreiam no torneio qualificatório, que começa nesta terça-feira (07.07). Já no torneio masculino, os campeões mundiais na Holanda, Alison e Bruno Schmidt (ES/DF), os medalhistas de bronze Pedro Solberg/Evandro (RJ), e Ricardo/Emanuel (BA/PR) estão direto na fase de grupos do torneio, a partir de quinta-feira (09.07). Já Guto e Allison começam no torneio qualificatório, que se inicia na quarta-feira. A boa fase das duplas brasileiras é comprovada pelo ranking do Circuito Mundial 2015. Evandro e Pedro Solberg (RJ) lideram o ranking masculino, com 3.160 pontos, seguidos pelos holandeses Brouwer/Meeuwsen, que somam 2.940. No feminino, Ágatha e Bárbara Seixas (PR/RJ) estão na primeira colocação, com 3.860 pontos, seguidas pelas canadenses Bansley e Sarah Pavan, com Juliana/Maria Elisa (CE/PE) em terceiro, com 2.920 pontos. Gstaad, nos Alpes Suíços, é uma das cidades mais tradicionais a receber o Circuito Mundial e é apontada como um dos torneios favoritos dos atletas. A primeira etapa disputada por lá aconteceu em 2000. Desde então, sempre foi incluída no calendário. Em 2007, inclusive, foi sede do Campeonato Mundial. E o país com mais conquistas na Suíça é o Brasil, com 18 medalhas no feminino, sendo sete de ouro, e outras 18 no masculino, com seis títulos. Os times vencedores da etapa de Gstaad nos dois gêneros somam 800 pontos no ranking do Circuito Mundial e garantem um prêmio de 57 mil dólares. Ao todo, 400 mil dólares são distribuídos aos atletas em cada um dois gêneros. Logo após a etapa suíça, ocorre o Grand Slam de Yokohama, no Japão, de 21 a 26 de julho. TODOS OS CAMPEÕES NA SUÍÇA: Masculino2001 - Gstaad - Metzger/Wong (EUA)2002 - Gstaad - Conde/Baracetti (ARG)2003 - Gstaad - Marcio Araújo/Benjamin (BRA)2004 - Gstaad - Heuscher/Kobel (SUI)2005 - Gstaad - Ricardo/Emanuel (BRA)2006 - Gstaad - Ricardo/Emanuel (BRA)2007* - Gstaad - Rogers/Dalhausser (EUA)2008 - Gstaad - Harley/Pedro Solberg (BRA)2009 - Gstaad - Brink/Reckermann (ALE)2010 - Gstaad - Rogers/Dalhausser (EUA)2011 - Gstaad - Alison/Emanuel (BRA)2012 - Gstaad - Gibb/Rosenthal (EUA)2013 - Gstaad - Ricardo/Álvaro Filho (BRA)2014 - Gstaad - Dalhausser/Rosenthal (EUA) Feminino2000 - Gstaad - Adriana Behar/Shelda (BRA)2001 - Gstaad - Adriana Behar/Shelda (BRA)2002 - Gstaad - Walsh/May (EUA)2003 - Gstaad - Walsh/May (EUA)2004 - Gstaad - Walsh/May (EUA)2005 - Gstaad - Juliana/Larissa (BRA)2006 - Gstaad - Walsh/May (EUA)2007* - Gstaad - Walsh/May (EUA)2008 - Gstaad - Shelda/Ana Paula (BRA)2009 - Gstaad - Talita/Maria Elisa (BRA)2010 - Gstaad - Juliana/Larissa (BRA)2011 - Gstaad - Juliana/Larissa (BRA)2012 - Gstaad - Walsh/May (EUA)2013 - Gstaad - Chen Xue/Xi Zhang2014 - Gstaad - Holtwick/Semmler (ALE) *Campeonato Mundial O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do vôlei brasileiro Read More
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  • Entrevistas Seleção brasileira faz treinos abertos à imprensa em São Paulo

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    Grand Prix
  • Mais medalhas Em virada incrível, Alison e Bruno são campeões; Pedro/Evandro leva o bronze

    Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) – 05.07.2015 O final de semana que começou histórico terminou com mais marcas e títulos quebrados para o Brasil. Calando uma arena lotada em Haia, com mais de 5 mil pessoas, Alison e Bruno Schmidt (ES/DF) venceram em uma virada incrível os holandeses Reinder Nummerdor e Christiaan Varenhorstpor por 2 sets a 1 (21/12, 14/21, 20/22). Na superação, os brasileiros salvaram cinco match points adversários na tarde deste domingo (05.07) para fazer história. A campanha teve oito vitórias e apenas dois sets perdidos em todo torneio. Completando a festa, Pedro Solberg e Evandro (RJ) superaram os norte-americanos Theo Brunner e Nick Lucena na disputa do bronze, vencendo por 2 sets a 0 (22/20, 21/13). Com as cinco medalhas conquistadas em seis disputadas – contando o torneio feminino – o Brasil consegue o melhor desempenho da história dos Mundiais, disputados a cada dois anos desde 1997. No último sábado, Ágatha/Bárbara Seixas (PR/RJ) foi ouro, Fernanda Berti/Taiana (RJ/CE) levaram a prata e Juliana/Maria Elisa (CE/PE) ficou com o bronze. Assim como no feminino, o Brasil também assegura a segunda vaga do país nos Jogos Olímpicos de 2016. A conquista, porém, pertence ao país campeão do Campeonato Mundial, e não ao time vencedor. A classificação também poderia ser obtida através da Continental Cup, do Circuito Mundial e da Repescagem Mundial. A primeira vaga já era garantida pelo fato de o Brasil ser o país-sede. As duas medalhas foram coroadas com mais quatro prêmios individuais. Bruno Schmidt foi eleito o melhor atacante do torneio, Pedro Solberg ganhou a honra de maior pontuador. O carioca Evandro foi eleito o jogador de melhor saque, além de ter o saque mais rápido. Os holandeses Varenhorst, melhor bloqueador, e Nummerdor, melhor jogador da competição, encerraram a lista dos destaques do torneio. O título representa uma importante marca para Alison, que venceu a competição em 2011, ao lado do ex-parceiro Emanuel, e ficou com a prata ao lado de Harley, em 2009. Ele se iguala a Adriana Behar e Shelda, vencedoras em 1999 e 2001, ficando atrás apenas de Emanuel, tricampeão do torneio. Tudo isso, apenas cinco meses após o ‘Mamute’ retornar de duas operações. Já Bruno Schmidt conquista sua primeira medalha em um Campeonato Mundial. “As conquistas na Holanda em um ano pré-olímpico geram duas coisas importantes à nossa preparação. A primeira é o respeito do vôlei de praia brasileiro, gerando pressão aos adversários. A segunda é um treinamento emocional aos nossos atletas, que estão fora da zona de conforto, brigando pela conquista de uma vaga para representar o país em 2016. O saldo desse Mundial é muito positivo. Além das medalhas, as oito duplas foram às oitavas de final, depois tivemos cinco times nas semifinais feminina e masculina. Isso é fantástico e mostra que estamos no caminho certo”, analisou Franco Neto, gerente de seleções. O resultado deste domingo também deixa o país em larga vantagem no quadro de medalhas dos Campeonatos Mundiais. São 29, sendo 14 no masculino (seis ouros, quatro pratas e quatro bronzes) e outras 15 no feminino (cinco ouros, cinco pratas e cinco bronzes). Os Estados Unidos aparecem em segundo, com 14 medalhas no total, seguidos pela Alemanha, com cinco. “É um final de semana histórico para o voleibol brasileiro, ficará na memória de todos. Parabenizamos esses grandes atletas e trabalharemos para que esses resultados possam se repetir em 2016, no Rio de Janeiro. Contando com o apoio do Banco do Brasil, nosso patrocinador oficial, e do Ministério do Esporte e Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Contribuições que merecem ser destacadas em um momento tão especial", disse o presidente da Confederação Brasileira de Voleibol, Walter Pitombo Laranjeiras. A finalA festa estava preparada para a vitória dos anfitriões, que pela primeira vez sediaram o Campeonato Mundial e contavam com Reinder Nummerdor e Christiaan Varenhorst, dupla número um do país, na grande decisão. Assim que entraram na arena instalada no coração da cidade de Haia, completamente tomada pela cor laranja, Alison e Bruno Schmidt viram 5.500 entusiasmados torcedores cantarem à capela o hino holandês, e vibrarem com o primeiro ponto do jogo, marcado pelos donos da casa. Experientes, os brasileiros não se intimidaram e explorando bem os contra-ataques viraram o jogo para 3/2. Nos três lances seguintes, porém, os rivais conseguiram quebrar a recepção brasileira, e abriram 6/3. Em ritmo avassalador, Christiaan Varenhorst, de 2,12m, parou Alison três vezes consecutivas no bloqueio para ampliar a vantagem em 10/4 e fazer a arena balançar. Os brasileiros sentiram o golpe. Sem a força habitual de Alison no ataque e as defesas providenciais de Bruno Schmidt, a parceria viu os donos da casa abrirem 20/12 e encaminharem a vitória no primeiro set, fechado em mais um bloqueio de Varenhorst, anotando 21 a 12. O gigante holandês abriu a segunda etapa mandando novamente na rede com bloqueios, e a Holanda largou com 3/0. Alison acertou a mão no saque e acabou com a vantagem adversária, com 4/4. Os holandeses voltaram a liderar o placar, mas Bruno Schmidt, em um lance de habilidade, empatou em 7/7 com uma largada de segunda. O lance motivou a dupla, que conseguiu abrir 12/9 antes do tempo técnico. Vibrantes, os brasileiros alcançaram 14/10 e obrigaram Reinder Nummerdor e Christiaan Varenhorst a pedirem tempo. A tática de esfriar o jogo não funcionou e Alison/Bruno Schmidt ampliou a vantagem para seis pontos. Conscientes, os atletas seguiram imprimindo seu ritmo de jogo e fecharam a parcial em 21/14, levando a decisão para o set de desempate. O tie-break começou com ambos os times se respeitando, mas a Holanda logo abriria 5/2, após erro não forçado do Brasil. A vantagem foi o que faltava para a torcida holandesa voltar a se inflamar, e os donos da casa seguirem na ponta, com 8/5. Alison e Bruno Schmidt não se abateram. No bloqueio de Mamute diminuíram a diferença para 8/7. Alison cresceu no jogo e em outro grande bloqueio sobre Varenhorst deixou a parceria na cola da Holanda, com 9/8. Em um intenso rally, os brasileiros empataram o jogo em 10/10, virando o placar na sequência em grande cortada do camisa número um. O jogo seguiu com equilíbrio extremo e desfecho imprevisível. Com um ace de Alison, o Brasil chegou a 14/13 e ao match point, mas o time holandês se recuperou. Na sequência, Varenhorst bloqueou Bruno Schmidt e conquistou o ponto do jogo, que foi salvo pelos brasileiros. Em uma largada sensacional, Alison recolocou o país próximo da conquista, mas novamente o time rival salvou o match point, empatando em 16/16. Com todos os presentes na arena em pé, inclusive o rei dos Países Baixos, Willem-Alexander, que prestigiou o grande evento da temporada, ambos os times acumularam chances de fechar o jogo. Mas ao invés do hino holandês, o brasileiro ecoaria pelos quatro cantos de Haia. Com o match point em 21/20, após recepção magistral de Bruno Schmidt, Alison Mamute surpreendeu Nummerdor com uma largada de segunda no fundo da quadra e decretou a vitória histórica do Brasil, com 22/20 e 2 sets a 1. “Passa um filme na cabeça. Montamos um projeto, e quando apresentei ao Bruno ele abraçou, acreditando demais. Em nenhum momento passamos por cima de alguém. Continuamos comendo pelas beiradas. Tive que operar o joelho e o Bruno me deu forças em todos os momentos. Retirei o apêndice, e quando abri meus olhos no hospital ele estava ali, do meu lado. Então só tenho a agradecer. Tentamos representar a pátria da melhor maneira possível, e acho que conseguimos”, declarou o bicampeão Alison. Visivelmente emocionado com a primeira conquista de Mundial, Bruno Schmidt fez questão de lembrar daqueles que de alguma maneira contribuíram para a trajetória de sucesso na Holanda. “Nunca lidei com tantas emoções de uma vez só. Passou tudo na minha cabeça, não sei nem o que aconteceu da metade do tie-break para o final. Essa vitória foi para o Brasil, para todos que nos dão forças. Vamos pelas beiradas fazendo o nosso, tem muita gente que confia e acredita na dupla Alison e Bruno Schmidt. Estamos no caminho certo”, disse. Após a partida, o brasiliense desbancou fortes concorrentes e foi eleito o melhor atacante do planeta. “Não acreditei quando anunciaram que eu sou o melhor atacante do campeonato. Realmente fiquei sem palavras. O holandês (Christiaan Varenhorst) tem 2,12m, o Alison 2,05m, o Evandro tem 2,10m e eu 1,85m. Em um evento como esse receber a premiação de melhor atacante é realmente algo especial”, completou Bruno Schmidt. Bronze douradoPela segunda competição consecutiva Pedro Solberg e Evandro (RJ) tiveram pela frente os norte-americanos Theo Brunner e Nick Lucena. Na última partida, entretanto, os cariocas acabaram superados nas oitavas de final do Grand Slam de São Petersburgo, no único encontro entre os times até aqui. Outro fator que deixou os jogadores com sede de vitória foi a maneira como a dupla foi derrotada pelos holandeses Reinder Nummerdor e Christiaan Varenhorst na semifinal, em um lance controverso da arbitragem. Com atitude, e Evandro quebrando a recepção adversária, o Brasil marcou os primeiros pontos do jogo. Os adversários reagiram e viraram o placar em 6/5, com Brunner parando Pedro Solberg na rede. O camisa um se recuperou e a dupla brasileira voltou a impor seu voleibol agressivo, retomando a dianteira em 15/12. Na reta final, Evandro soltou o braço para fechar a primeira etapa em 22/20. Dono do melhor saque do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, o carioca de 2,10m seguiu bem no fundamento para colocar a parceria em vantagem também no início do segundo set. Os Estados Unidos cresceram na partida, mas o Brasil seguiu com o controle das ações, com Pedro Solberg e Evandro se movimentando muito bem em quadra. Quando Evandro soltou o braço para marcar 19/12, em uma sequência avassaladora de saques, com três aces, a torcida holandesa que lotou a arena de Haia foi ao delírio e a vitória brasileira já estava encaminhada. Novamente com o gigante, desta vez no ataque, a dupla fechou o set em 21/13 e o jogo em 2 sets a 0. “Foi um dia maravilhoso, estou muito feliz com minha primeira medalha em mundiais. Estou no circuito há 10 anos, e nunca havia sentido uma atmosfera tão especial quanto essa da Holanda. Sem dúvida é o melhor Campeonato Mundial já organizado até hoje. Só tenho a agradecer ao meu parceiro e ao nosso time. Já joguei com vários parceiros na minha carreira, mas o Evandro é o cara.”, enalteceu Pedro Solberg após a partida. Alison e Bruno Schmidt somam 1000 pontos no ranking do Circuito Mundial 2015, além de receberem uma premiação de 60 mil dólares. Já Pedro Solberg e Evandro (RJ) levam 800 pontos para a classificação do tour mundial e recebem um prêmio de 35 mil dólares. Antes do título de Alison e Bruno Schmidt, o país havia sido campeão com Guilherme e Pará, em Los Angeles (1997), Emanuel e Loiola, em Marselha (1999), Ricardo e Emanuel, no Rio de Janeiro (2003), Márcio Araújo e Fábio Luiz, em Berlim (2005) e Alison e Emanuel, em Roma (2001). Agora, os times voltam as atenções para a corrida olímpica brasileira e o Circuito Mundial 2015. A próxima parada do calendário mundial é no Major Series de Gstaad, na Suíça, que já vale pontos para a disputa de vaga à Olimpíada aos times brasileiros. O torneio ocorre de 7 a 12 de julho, no pé dos Alpes suíços. VEJA A GALERIA DE FOTOS DA DISPUTA DE MEDALHAS Read More
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